

No esforço para reduzir a epidemia mundial de obesidade, a ciência tem centrado seu empenho em descobrir todos os fatores que propiciam o acúmulo de peso. Nesse campo, a última das principais descobertas joga luz sobre o papel do cérebro na questão. E, ao que parece, muitas vezes ele mais trabalha contra do que a nosso favor. Engendra armadilhas que impulsionam as pessoas a comer mais, a resistir menos, a fazer as escolhas erradas. Tudo isso sem que elas se deem conta de que estão sob sua influência. Ou seja, engordam, sem perceber que estão sendo levadas a isso.
As informações reveladas pelas pesquisas mais recentes apontam vários mecanismos pelos quais o cérebro tenta sabotar os esforços para emagrecer. O primeiro deles remonta ao início da evolução humana, quando o homem lançava mão de todas as estratégias para sobreviver. Entre elas estava o armazenamento da maior quantidade possível de energia obtida a partir dos alimentos – uma garantia de que o corpo teria combustível suficiente para funcionar mesmo em condições adversas. Foi algo útil naquelas circunstâncias, mas hoje perdeu o sentido. Trata-se, porém, de um estratagema gravado na memória. Por isso, a cada situação que o cérebro entende como uma ameaça ao estoque energético do organismo, a resposta é a mesma: uma ordem para guardar mais calorias. Instintivamente, o indivíduo vai procurar consumir as opções com maior teor calórico – leia-se, alimentos com mais gordura e açúcar – e haverá reações cerebrais para reduzir o ritmo metabólico.
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